Quem escreve código contra a API da Anthropic ganha aqui um mapa das duas últimas mudanças de peso: a chegada do Claude Sonnet 5.5 e o início da contagem regressiva para aposentar o Claude Sonnet 4.5. São notas que mexem em escolha de modelo, em formato de requisição e em prazo de migração.
Se você mantém integrações em produção, vale ler antes de rodar o próximo deploy.
28 de setembro
A Anthropic lançou o Claude Sonnet 5.5 (claude-sonnet-5-5), disponível na Claude API e também em Claude in Amazon Bedrock, Claude Platform on AWS, Claude on Google Cloud e Claude in Microsoft Foundry. Janela de contexto, limites de saída e preços estão na página do modelo, e é ali que você confere se o custo por token continua dentro do orçamento antes de trocar o identificador no seu cliente.
O ponto que exige atenção é a lista de quebras. Código escrito para o Claude Sonnet 5 pode falhar no 5.5 de cinco formas distintas.
Para desligar o thinking antecipado, agora é preciso enviar thinking: {"type": "between_tools"} em vez de "disabled", e isso vale para esforço high ou abaixo. O uso forçado de ferramenta, com tool_choice dos tipos any e tool, passa a devolver erro 400.
Blocos de thinking ficam presos ao modelo e à conversa. Na Claude API e no Google Cloud, a ferramenta de computer use computer_20251124 não é mais aceita.
E o advisor tool rejeita Claude Opus 4.8, Claude Opus 4.7 e Claude Sonnet 5 como advisors.
Na prática, quem usa tool_choice para obrigar chamadas de função precisa reescrever essa parte do fluxo ou aceitar que a decisão de chamar ferramenta volte ao modelo. Quem guarda blocos de thinking entre turnos deve revisar a lógica de persistência, porque blocos de modelos anteriores não sofrem o mesmo efeito, mas os do 5.5 sim.
O guia de migração traz requisições de antes e depois, o que encurta bastante o trabalho de adaptação. Para padrões de prompt específicos do modelo, existe a página Prompting Claude Sonnet 5.5, útil quando o comportamento muda mesmo com a requisição ajustada.
Há ainda uma regra nova sobre blocos de thinking: os que o Claude Sonnet 5.5 produz funcionam apenas na conta que os gerou ou em uma conta vinculada a ela. Se outra conta enviar um desses blocos, a API descarta o bloco antes de o modelo vê-lo, e a requisição segue com sucesso.
Isso importa para quem opera múltiplas contas, faz balanceamento entre projetos ou compartilha histórico entre ambientes. A documentação de Preserved thinking detalha o comportamento, e vale conferir se o seu pipeline assume que blocos viajam livremente entre credenciais.
30 de setembro
A Anthropic anunciou a depreciação do modelo Claude Sonnet 4.5 (claude-sonnet-4-5-20250929), com retirada na Claude API marcada para 30 de novembro de 2026. A recomendação oficial é migrar para o Claude Sonnet 5.5, seguindo o guia de migração a partir do Sonnet 4.5.
Detalhes sobre o ciclo de vida ficam na página de Model deprecations.
O prazo parece confortável, mas quem já passou por depreciação de modelo sabe como o calendário aperta quando o time precisa testar prompts, comparar custo e revisar avaliações. A janela até novembro de 2026 dá espaço para rodar as duas versões em paralelo e medir diferenças de qualidade antes de cortar o Sonnet 4.5 do código.
Como as quebras do 5.5 incluem mudanças em tool_choice e no tratamento de thinking, migrar direto do 4.5 exige ler as duas listas: a de depreciação e a de novidades.
Quem ainda não usa nenhum dos dois pode tratar o 5.5 como ponto de partida e ignorar boa parte do trabalho de compatibilidade. Quem já está no Sonnet 5 tem uma decisão mais simples: aplicar as cinco correções e seguir.
Em ambos os casos, o roteiro é o mesmo, ler a documentação do modelo, ajustar a requisição e testar antes que a data de retirada chegue.




