A Meta abriu nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, o canal de pedidos para o programa de acesso antecipado aos novos recursos do Muse, seu aplicativo de inteligência artificial. O movimento acontece dois dias depois de a companhia apresentar uma leva de novidades para o agente durante a Connect 2026, sua conferência para desenvolvedores.
A empresa quer colocar as novas capacidades nas mãos de usuários antes de liberá-las de forma ampla.
A inscrição não passa por formulário tradicional nem por lista de espera externa. O interessado precisa conversar com o próprio Muse.
A Meta divulgou no X um link para um prompt que, quando enviado ao agente, registra o interesse do usuário em entrar no programa. Também é possível copiar e colar a frase manualmente: "Can you let the Muse team know I want to be part of the Muse early access program?".
O pedido de acesso é, ele mesmo, um teste de conversa com o agente.
Um cadastro que passa pelo agente
O desenho escolhido pela Meta é incomum. Em vez de abrir um site de inscrição, a companhia usa o post publicado no perfil do Muse no X como porta de entrada e delega ao próprio modelo a tarefa de registrar quem manifestou interesse.
Para o usuário, é uma experiência de baixo atrito: basta enviar uma mensagem. Para a empresa, é uma forma de medir engajamento já na primeira interação e de manter o fluxo concentrado dentro do aplicativo.
Não há, no material divulgado, prazo para o envio de convites, critério de seleção por região nem confirmação de que todos os que pedirem serão aceitos. A Meta informou apenas que o pedido coloca o interessado na lista do programa de acesso antecipado.
O que vem nos novos recursos
As capacidades que serão testadas foram apresentadas ao longo da Connect 2026. Entre elas está o lançamento de um avatar digital para o Muse, com o qual será possível conversar por videochamada.
A companhia também mencionou um número maior de parcerias de compras e de conectores, além da expansão do aplicativo Muse para Mac. Em breve, o app poderá usar o computador do usuário para concluir tarefas variadas.
O Muse ainda deve chegar à linha de óculos de IA da Meta, permitindo que o usuário interaja com o agente apenas falando uma palavra de ativação e, em seguida, emitindo um comando. O conjunto de anúncios aponta para uma estratégia de distribuição ampla: do desktop ao wearable, passando por videochamadas e integrações de compra.
Por que apostar em entusiastas de IA
Normalmente, empresas de tecnologia conduzem testes-piloto com um grupo restrito de usuários ou fazem testes A/B com uma parcela aleatória da base, buscando feedback e métricas comparáveis. No caso do Muse, a Meta diz estar procurando especificamente entusiastas de IA para experimentar os recursos primeiro.
A lógica, segundo a reportagem original, é competitiva. Esse público costuma usar vários aplicativos e agentes de IA ao mesmo tempo e tem boa compreensão do mercado.
Isso pode ajudar a Meta a se manter à frente dos concorrentes em um setor que se move rápido.
Recrutar esse grupo para a vanguarda dos testes dá à companhia acesso a uma avaliação mais exigente do que a de um usuário casual.
O que ainda não está claro
O anúncio desta sexta-feira é de intenção, não de cronograma. A Meta não detalhou quando os primeiros participantes serão chamados, quais recursos chegam primeiro, por quanto tempo durará a fase de acesso antecipado ou se haverá custo envolvido em algum dos novos usos.
Também não foi informado se o programa terá limite de vagas por país.
Para quem pretende tentar, o caminho anunciado é único: pedir ao Muse, dentro do próprio agente, que avise a equipe responsável sobre o interesse. A partir daí, a próxima comunicação e a seleção ficam a cargo da Meta.
Fontes e links
- TechCrunch
- Tudo o que vem de novo no agente de IA da Meta
- Meta apresenta óculos de IA sem câmera
- Meta está colocando seu peso por trás do Muse







