Anthropic move o Claude Cowork para a nuvem e deixa VM local

Anthropic move o Claude Cowork para a nuvem e deixa VM local

A Anthropic transferiu para a nuvem a inferência de modelo e a máquina virtual que sustentam o Claude Cowork. A mudança foi detalhada por Felix Rieseberg, da Anthropic, em publicação no X, e reunida pelo blogueiro Simon Willison em 5 de outubro de 2026.

O que mudou na arquitetura do cowork

Na versão "antiga" do Cowork, a inferência do modelo já rodava na nuvem, mas as chamadas de ferramentas eram executadas em uma máquina virtual fornecida pela Anthropic e enviada ao computador do usuário. Segundo Rieseberg, essa VM foi adicionada por razões de capacidade, segurança e proteção, mapeando apenas os dados que a pessoa havia incluído explicitamente na sessão.

Na versão "nova", tanto a inferência quanto a VM ficam na nuvem. Cada sessão recebe seu próprio sandbox e não compartilha estado com as demais.

Quando a VM precisa de algo que está no dispositivo do usuário — um arquivo, por exemplo, é o aplicativo de desktop que responde por essa chamada de ferramenta de acesso a arquivos.

O peso da vm no computador do usuário

O incômodo relatado pelos usuários não era falta de recursos, e sim o custo. As pessoas gostavam do que conseguiam fazer com o Claude, mas não apreciavam o preço em disco, bateria e desempenho de manter a VM rodando localmente.

Havia ainda uma queixa de natureza prática: fechar o notebook significava que o trabalho parava naquele instante.

Esses dois pontos explicam a decisão de mover a VM para o ambiente remoto. Ao tirar a carga do hardware do cliente, a Anthropic tenta preservar a capacidade da ferramenta sem transferir ao usuário o ônus de manter um ambiente virtual ligado durante toda a execução da tarefa.

Sandbox por sessão e a ponte com o dispositivo

O desenho novo separa cada sessão em um sandbox próprio, sem estado compartilhado entre execuções. Essa escolha conversa diretamente com as justificativas originais da VM, que haviam sido adicionadas por capacidade, segurança e proteção, com mapeamento restrito dos dados que o usuário inclui na sessão.

O acesso ao dispositivo continua existindo, mas passa por outra camada. Quando a VM na nuvem precisa de um arquivo que está na máquina da pessoa, a chamada de ferramenta de acesso a arquivos é responsabilidade do aplicativo de desktop.

É esse aplicativo que faz a ponte entre o ambiente isolado na nuvem e os dados locais.

O que a Anthropic espera resolver

Rieseberg afirma que a nova arquitetura resolve vários problemas que a empresa vinha ouvindo: usar o Cowork a partir do celular, manter o trabalho rodando sem interrupção e obter o mesmo poder de processamento sem gastar bateria com a VM. A Anthropic mantém uma página de ajuda que descreve o uso do Claude Cowork na web, no desktop e no mobile.

A declaração foi originalmente feita por Felix Rieseberg e integra a série de citações mantida por Simon Willison, que nos dias anteriores havia tratado de temas como limites rígidos de orçamento para modelos de linguagem, em 3 de outubro, e o DevDay 2026 da OpenAI, em 29 de setembro.

O movimento ilustra uma tendência de arquitetura para agentes: separar o que precisa rodar perto do usuário do que pode ser executado em infraestrutura remota isolada. No caso do Cowork, a aposta é que a experiência não dependa mais de uma máquina virtual instalada na máquina de quem usa, e que o trabalho continue mesmo com a tampa do notebook fechada.

Fontes e links

Matéria publicada originalmente em Simon Willison

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