NVIDIA AI Day reúne avanços de IA no Sudeste Asiático

NVIDIA AI Day reúne avanços de IA no Sudeste Asiático

O NVIDIA AI Day Singapore começou nesta terça-feira, 22 de setembro, no Raffles City Convention Centre, em Singapura, e segue até o dia 23 com treinamentos práticos, sessões conduzidas por especialistas e demonstrações de ferramentas para acelerar projetos de inteligência artificial e computação de alto desempenho. No evento, a NVIDIA e seus parceiros apresentam avanços obtidos em toda a região do Sudeste Asiático, com destaque para a adoção de modelos abertos em aplicações de governo, segurança pública, mobilidade urbana e serviços ao cidadão.

Setor público sai do piloto e entra em produção

A inteligência artificial deixou de ser experimento de laboratório. Passou a ser tratada como estratégia nacional em diversos países.

Esses países buscam sair da fase de testes para entregar impacto em escala. Também querem construir capacidades confiáveis que reflitam idiomas, culturas, prioridades e necessidades econômicas locais.

A NVIDIA afirma trabalhar para que todas as nações possam se tornar nações de IA. A empresa oferece tecnologia, infraestrutura, ecossistema e expertise, e participa de iniciativas como a Open Secure AI Alliance.

Quatro frentes orientam esse esforço na região. A primeira é melhorar operações e a entrega de serviços governamentais.

A segunda é desenvolver serviços ao cidadão com IA acessível e apoiar empresas locais. A terceira é fortalecer infraestrutura crítica e segurança pública.

A quarta é dar suporte a startups, desenvolvedores e pesquisadores para ampliar a capacidade nacional de inovação.

Em Singapura, a HTX (Home Team Science and Technology Agency) iniciou pesquisas com os modelos Nemotron 3 Super e Nemotron 3 Nano Omni para avançar no uso de IA em segurança pública. O Nemotron Super tem potencial para sustentar raciocínio complexo e fluxos de trabalho agênticos.

As capacidades unificadas de visão, áudio e linguagem do Omni podem ajudar a agência a criar aplicações multimodais ancoradas em dados operacionais do mundo real.

Combinados, os modelos podem reforçar a capacidade da HTX de implantar IA segura e sob controle local no Home Team de Singapura.

Ainda no país, a NCS avança na adoção de IA agêntica em empresas e no setor público com modelos Nemotron e o blueprint de busca e sumarização de vídeo da NVIDIA. A empresa também desenvolve IA física para aplicações práticas de robótica humanoide, atendendo a exigências de segurança, capacidade de resposta e governança de dados.

Já a ST Engineering usa ferramentas NeMo e o software cuOpt para construir sua plataforma AI Studio. A empresa implanta soluções agênticas em áreas como manutenção, reparo e operações marítimas (Marine MRO).

Nemotron ganha versões para idiomas e leis locais

A adoção dos modelos Nemotron se espalha para além de Singapura. Na Malásia, o YTL AI Labs faz ajuste fino dos modelos para serviços corporativos e ao cidadão.

A vietnamita Viettel AI segue caminho semelhante em aplicações em língua vietnamita.

Na Tailândia, o Big Data Institute e a iApp Technology, integrantes da colaboração ThaiLLM, exploram o Nemotron como modelo de base. Com foco inicial em aplicações jurídicas, a iApp adapta o Nemotron 3 Nano por meio do ajuste fino do OpenThai 2.0 Legal com dados jurídicos em tailandês usando o framework NeMo.

O modelo é liberado como código aberto para a comunidade de desenvolvedores tailandesa. Ele serve de motor para o Thanoy, chatbot assistente jurídico da empresa, que já atende aproximadamente 43 mil usuários.

Em Brunei, a Antrique construiu uma plataforma de inovação em IA para elevar a produtividade do setor de alimentos do país.

Cosmos e vss chegam a trânsito e aeroportos

Os modelos de mundo aberto NVIDIA Cosmos e o blueprint de busca e sumarização de vídeo também ganham tração em soluções de cidades inteligentes. Na Malásia, a ITMAX usa Cosmos com VSS para melhorar operações de tráfego urbano.

Na Tailândia, a AS-TECH aplica a mesma pilha tecnológica para aperfeiçoar o fluxo de passageiros em aeroportos, com apoio da plataforma NVIDIA Metropolis.

Por que isso importa

O conjunto de anúncios revela uma disputa por autonomia tecnológica no Sudeste Asiático. Em vez de depender apenas de modelos genéricos treinados majoritariamente em inglês, países da região investem em ajuste fino com dados locais, como leis, idiomas, tráfego e segurança pública.

Também apostam em modelos abertos que podem ser operados sob controle próprio.

O efeito prático é uma combinação de menor dependência externa, base de desenvolvedores mais forte e aplicações ajustadas a contextos que modelos globais costumam ignorar. Para governos, a promessa é transformar pilotos em produção sem abrir mão de governança de dados e de soberania sobre sistemas críticos.

O evento também funciona como vitrine do ecossistema. Ao reunir agências públicas, integradores, operadoras e startups no mesmo palco, a NVIDIA posiciona seus modelos abertos, bibliotecas e blueprints como camada comum para aplicações regionais.

Se a tendência se confirmar, o Sudeste Asiático pode se tornar um dos primeiros mercados a provar que IA especializada por idioma e contexto não é nicho, mas caminho de escala.

Fontes e links

Matéria publicada originalmente em NVIDIA

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