No dia 22 de setembro de 2026, a Anthropic colocou no ar o Claude Opus 5.5 e, cerca de uma hora depois, a OpenAI respondeu com o lançamento conjunto do GPT-6 Sol e do GPT-6 Luna.
A sequência veio logo após um dia anterior bastante movimentado. A xAI apresentou o Grok 4.7 e a Xiaomi divulgou o MiMo v2.6 nas versões Flash e Pro.
Quem reuniu as primeiras impressões sobre a nova safra foi o desenvolvedor Simon Willison. Ele alertou que ainda vai levar um tempo até que esses modelos sejam avaliados com profundidade.
Preços cortados pela metade
O dado mais chamativo da nova geração é o custo. O GPT-6 Luna ficou em US$ 0,10 por milhão de tokens de entrada, US$ 0,01 para entrada em cache e US$ 0,50 na saída.
É exatamente metade do que custava o GPT-5.6 Luna, que já era o modelo preferido de Willison para construir aplicações. O motivo era a combinação de bom desempenho com preço baixo.
O GPT-6 Sol repetiu a lógica: US$ 2 de entrada, US$ 0,20 em cache e US$ 10 de saída, contra US$ 4, US$ 0,40 e US$ 20 do GPT-5.6 Sol.
A pressão também aparece na comparação com rivais. O Grok 4.7, da xAI, havia se posicionado em US$ 2 de entrada e US$ 6 de saída, menos da metade do GPT-5.6 Sol.
Agora o Grok 4.7 empata com o GPT-6 Sol na entrada e fica próximo na saída. Já o GPT-5.6 Terra, tabelado em US$ 2, US$ 0,20 e US$ 12, ficou idêntico ao GPT-6 Sol na entrada e na leitura de cache.
Na avaliação de Willison, isso elimina qualquer motivo restante para usar o Terra.
Há ainda um detalhe de calendário que reforça o tom da disputa. A OpenAI tem um aumento de 25% agendado para os preços do GPT-5.6 em novembro.
Ou seja, a comparação é feita contra um valor promocional. Mesmo assim, os modelos da família 6 saem pela metade.
O piso e o teto da tabela
Na ponta mais barata, o GPT-6 Luna entra como um dos modelos de menor custo já lançados pela OpenAI. Ele é superado apenas por opções mais fracas.
O GPT-4.1 Nano, de abril de 2025, tem US$ 0,10 de entrada e US$ 0,40 de saída. O GPT-5 Nano, de agosto de 2025, cobra US$ 0,05 e US$ 0,40.
No topo, GPT-6 Astra e Claude Fable 5.1 seguem alinhados em US$ 10 de entrada e US$ 50 de saída. Isso indica que a guerra de preços atinge por enquanto a faixa imediatamente abaixo dos modelos mais caros.
Opus 5.5: corte de 20% e cache 60% mais barato
O Opus 5.5 também chegou mais em conta. As versões 4.5, 4.6, 4.7, 4.8 e 5 compartilhavam a mesma tabela: US$ 5 por milhão de tokens de entrada e US$ 25 por milhão na saída.
O novo modelo reduz isso em 20%, para US$ 4 e US$ 20. A leitura de cache caiu 60%, chegando a US$ 0,20 por milhão.
Essa mudança pesa sobretudo em conversas longas com agentes de IA. Nesse cenário, mais de 90% dos tokens de entrada são processados a preços de cache.
O preço do Opus 5.5 empata com o do GPT-5.6 Sol. Isso vale para o período anterior ao corte de 50% aplicado pela OpenAI no Sol.
Segundo Willison, a Anthropic comunicou que Sonnet 5.5 e Haiku 5.5 estão a caminho. Ele considera que será interessante observar se o Haiku recupera competitividade na faixa de entrada.
O Haiku 4.5 custa US$ 1 por milhão de entrada e US$ 5 na saída. O GPT-6 Luna sai por um décimo desse valor.
O Opus 5.5, ainda de acordo com a empresa e com integrantes de sua equipe, responde às críticas anteriores sobre o estilo de comunicação do modelo. Seria mais direto, mais eficiente em tokens e funcional em todos os níveis de esforço, além de melhor em tarefas de Blender.
O pelicano que travou o opus 5.5
Willison mantém um teste recorrente em que pede aos modelos que gerem um SVG de um pelicano andando de bicicleta. Pela primeira vez, o Claude Opus 5.5 no nível de raciocínio mais alto não devolveu resposta.
Ele tratou o pedido como um teste clássico e mergulhou em detalhes como o comprimento da canela, os contornos do pé apoiado no pedal e um peixe na cesta que valeria a pena manter. A resposta foi interrompida.
Antes disso, Willison gerou pelicanos com o GPT-6 Luna e o GPT-6 Sol. Reuniu os resultados em uma grade comparativa ao lado dos desenhos da família 5.6.
A leitura visual é direta: os modelos 5.6 apostaram em cores mais fortes e brilhantes, enquanto a família 6 é mais contida. Na opinião dele, o melhor pelicano continua sendo o produzido pelo GPT-6 Astra no nível máximo.
Fontes e links
- Simon Willison
- Anúncio do Claude Opus 5.5
- Anúncio do GPT-6 Sol e GPT-6 Luna
- Grade comparativa dos pelicanos







