O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou o Truth Social no sábado, 19 de setembro de 2026, para propor uma mudança no nome da inteligência artificial. Horas mais tarde, usou a mesma rede para enquadrar a rejeição pública à tecnologia como invenção de adversários políticos.
Na mesma leva de publicações, anunciou que pretende criar uma "AI Force", estrutura semelhante à Space Force que instituiu em seu primeiro mandato, e que indicará em breve um "czar" da IA. As manifestações foram noticiadas pelo TechCrunch.
Enquete sugere três nomes alternativos
No primeiro post, Trump afirmou que "muitas pessoas" consideram a expressão "Artificial Intelligence" imprecisa e pouco elegante.
Para resolver a questão, publicou uma enquete em que seguidores podem escolher entre três alternativas: Superior Intelligence, Extreme Intelligence e Supreme Intelligence. Até o momento da publicação da reportagem original, a votação seguia aberta.
O presidente não detalhou critérios técnicos que justificariam a troca de nomenclatura.
"Hoax" democrata e a disputa em torno dos data centers
Poucas horas depois, ele voltou ao tema em uma segunda publicação. Nela, classificou as tentativas de "dizimação ou destruição" da IA como um entre "muitos" hoaxes atribuídos aos democratas.
Citou episódios como Rússia, Ucrânia, aquecimento global, os dois processos de impeachment, a participação de mulheres em esportes femininos e políticas voltadas à população transgênero. Trump não apresentou evidências de que a desconfiança em relação à IA seja coordenada.
O material lembra que a resistência aos data centers não é monopólio de um partido. Tanto republicanos quanto democratas têm criticado grandes projetos, e Nova York se tornou o primeiro estado a suspender licenças para empreendimentos de grande porte.
Trump sustentou que o "ataque insano aos data centers" teria fracassado depois que comunidades perceberam o valor econômico das instalações. Os críticos teriam passado a mirar diretamente a IA.
AI force e o cargo de "czar" da IA
O presidente disse que vai "zelar" pela indústria de IA, ajudá-la e acompanhá-la em seu crescimento. Afirmou também que está formando uma "AI Force".
Não houve detalhamento sobre atribuições, orçamento ou relação com as Forças Armadas.
Também ficou em aberto o papel do futuro "czar" da IA. Trump prometeu o anúncio para o futuro próximo, com a ressalva de que apenas "indivíduos de alto QI" deveriam se candidatar.
O posto está vago desde que o investidor David Sacks deixou a função de czar de IA e cripto do governo, no início de 2026, para co-presidir o Conselho de Assessores do Presidente em Ciência e Tecnologia.
O debate de segurança que antecedeu as falas
As declarações de Trump chegam em um momento de intensificação do debate sobre segurança em IA.
Em 9 de setembro, um pesquisador da Anthropic anunciou sua saída da empresa. Alertou que as principais companhias do setor acreditam sinceramente que a tecnologia poderia matar a humanidade até o fim da década e que estariam apostando vidas humanas.
Três dias depois, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, divulgou um plano para "marcar o ritmo da fronteira", aparentemente endossado pelos CEOs Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk, da SpaceX.
Críticos do setor argumentam que o foco no risco existencial funciona como distração de danos mais imediatos. No All-In Summit, o CEO da NVIDIA, Jensen Huang, chamou Trump ao palco e concordou que a rejeição à IA é um "hoax".
Disse que "não vamos deixar" ocorrer uma desaceleração. Em comentário feito dias antes, o presidente havia dito estar aberto a "guardrails", mas afirmou que forças negativas estariam levantando o assunto indevidamente.
Fontes e links
- TechCrunch
- Post de Trump no Truth Social sobre a enquete de novo nome
- Post de Trump no Truth Social sobre o suposto hoax democrata
- NVIDIA CEO Jensen Huang tells Trump: we're not going to let an AI slowdown happen







