Faltam cinco dias para a abertura do TechCrunch Disrupt 2026, que reúne o ecossistema global de tecnologia no Moscone West, em São Francisco, entre 13 e 15 de outubro. A organização avisa que os passes com preço reduzido valem apenas até as portas do evento serem abertas, às 8h do horário do Pacífico do dia 13; quem deixar para depois paga mais caro no credenciamento presencial.
As economias chegam a US$ 100 por ingresso, e quem viaja acompanhado pode levar um segundo passe do mesmo tipo com 50% de abatimento. Para grupos de quatro pessoas ou mais, há faixas adicionais de desconto.
Ingressos e prazos: por que comprar antes muda a conta
A venda antecipada continua aberta, mas o relógio está no fim. A diferença entre garantir o passe agora e comprá-lo na entrada é o argumento central da reta final de divulgação do evento.
Além do corte de até US$ 100, a promoção que reduz pela metade o valor do segundo ingresso do mesmo tipo atende quem costuma ir acompanhado — sócio, colega de time ou cofundador. Já a modalidade para grupos de quatro ou mais participantes foi desenhada para empresas que levam delegações.
Quem pretende expor também enfrenta um calendário apertado: o prazo final para reservar mesa de exposição, quando o evento esperava alcançar mais de 10 mil líderes de tecnologia, venceu em 2 de outubro, antes mesmo da última semana de vendas de ingressos.
Seis palcos, mais de 200 sessões e o startup battlefield 200
A programação é o principal ativo do encontro: são mais de 200 sessões distribuídas em seis palcos, o que permite ao participante montar a própria trilha conforme o interesse. O Disrupt Stage concentra as conversas de maior peso e também a competição de pitch Startup Battlefield 200, vitrine tradicional de startups em busca de capital e visibilidade.
Entre os nomes anunciados para esse palco estão Max Hodak, da Science Corporation, Garrett Langley, da Flock, e Andrew Feldman, da Cerebras Systems, além de uma participação especial de Mark Wahlberg. Já o Builders Stage funciona como uma grande oficina tática sobre captação de recursos, contratação, product-market fit, estratégia de go-to-market e escalonamento, com líderes de empresas como NVIDIA, Uber, Google Cloud e Lovable.
A agenda completa, com sessões e palestrantes, está disponível para consulta pública.
Onde a inteligência artificial aparece na programação
Para o público que acompanha IA de perto, três palcos se destacam. O AI Stage investiga as tecnologias e os modelos de negócio que vêm sendo remodelados pela IA generativa e pelos agentes de IA, com conversas conduzidas por executivos de Luma, AWS, Anthropic e OpenAI, entre outros.
O Real World AI Stage desloca o debate do software para o mundo físico: mostra onde a inteligência artificial já está efetivamente implantada, com demonstrações ao vivo de robótica e painéis com representantes de General Motors, Agility Robotics e Waabi. O Smart Systems Stage fecha esse eixo ao tratar de data centers, energia, automação e robótica, a infraestrutura que sustenta a operação de modelos em escala.
Finanças, pagamentos e a camada de infraestrutura
O sexto palco, Smart Money, cobre fintechs, pagamentos, stablecoins e infraestrutura financeira, com discussões moldadas por líderes de Robinhood, Airwallex e American Express. A escolha temática reflete uma realidade do setor: à medida que agentes de IA passam a executar transações e a intermediar decisões financeiras, a camada de liquidação e de trilhos de pagamento deixa de ser assunto restrito a bancos e vira pauta de engenharia e de produto.
A combinação entre os palcos de IA, de sistemas inteligentes e de dinheiro inteligente dá uma pista de onde o mercado global aposta suas fichas para os próximos ciclos.
Por que isso importa
Eventos como o Disrupt funcionam como termômetro de prioridades: pauta de investimento, narrativa de produto e vocabulário técnico costumam se consolidar primeiro nesses palcos antes de chegar ao restante do mercado. A edição de 2026 coloca lado a lado agentes de IA, robótica em operação real, data centers e energia, stablecoins e infraestrutura financeira, temas que interessam diretamente a startups, times de engenharia e investidores brasileiros que acompanham a fronteira da área.
Para quem vai a São Francisco, a decisão prática é simples e tem prazo: garantir o ingresso antes da abertura das portas, no dia 13, quando os valores deixam de ser promocionais.



