Chatham usa Codex e GPT-5.6 e corta validação de trades a 4 min

Chatham usa Codex e GPT-5.6 e corta validação de trades a 4 min

A Chatham Financial, consultoria que assessora clientes em decisões complexas de mercados de capitais, passou a usar Codex e GPT-5.6, da OpenAI, para construir software e redesenhar fluxos de trabalho internos e voltados a clientes. O caso foi detalhado pela OpenAI em 1º de outubro de 2026 e tem como número mais eloquente a validação de operações (trade validation), que caiu de aproximadamente 30 minutos para menos de 4 minutos em medições iniciais.

A empresa atua em um setor em que precisão e auditabilidade são requisitos inegociáveis.

Do processo ao produto: o process zero

A frente de reengenharia adotada pela Chatham se chama Process Zero. A lógica é partir do resultado desejado: para cada fluxo, a firma define o mínimo de insumos e evidências necessários, identifica onde o julgamento humano é indispensável e decide como a IA e as ferramentas criadas com IA devem apoiar o trabalho.

A validação de operações é o primeiro exemplo exposto. A equipe de Controls and Data Integrity da Chatham protege a exatidão dos dados de transação verificando se cada registro nos sistemas corresponde ao que o cliente autorizou e ao que foi de fato executado.

Com o Codex, a empresa desenvolveu um aplicativo que reúne evidências de suporte, compara termos-chave e sinaliza discrepâncias para revisão.

Segundo Alex Nordlinger, co-head da prática de AI Advisory da Chatham, as medições iniciais apontam a redução de cerca de 30 minutos para menos de 4 minutos. Ele ressalta que o desempenho está sendo validado contra transações reais e revisores experientes antes de qualquer ampliação da automação.

O plano é estender o aplicativo a outros tipos de operação e automatizar mais etapas do fluxo, mantendo controles e supervisão profissional.

Funcionários que viram construtores

A adoção começou dentro de casa. Funcionários da Chatham usam ChatGPT e Codex em pesquisa, análise, redação, desenvolvimento de software e outras atividades diárias.

Também passaram a construir: a plataforma interna Chatham Vibes permite criar aplicações sob medida para o próprio trabalho.

Nessas aplicações, os recursos de IA rodam por padrão no GPT-5.6 Terra, com o GPT-5.6 Sol como upgrade opcional definido pela configuração de cada app. Os usos já alcançam fluxos voltados ao cliente, como revisão de operações de maturing-cap, preparação de planilhas de precificação e comunicações, além de tabelas de taxas de renda fixa, dashboards de hedge e revisão de confirmações de operações.

O contexto de mercado e o julgamento seguem com os profissionais da Chatham, que avaliam o trabalho, ajustam o que for preciso e decidem o que chega ao cliente.

Chatham onyx e a escolha de modelos

A aposta seguinte é o Chatham Onyx, descrito como o sistema operacional de mercados de capitais de nova geração da empresa. Ele reúne ativos, dívida e derivativos em um ambiente em que clientes e assessores trabalham com dados conectados e governados e usam IA sem perder a rastreabilidade até a fonte original.

O Codex é empregado ao longo de todo o ciclo de desenvolvimento do Onyx — planejamento, construção, testes, documentação e revisão,, encurtando o caminho entre uma ideia e uma capacidade de produto durável, segundo John DeGuenther, CTO da Chatham, para quem os padrões de precisão, segurança e responsabilidade permanecem os mesmos. A plataforma combina GPT-5.6 Sol, GPT-5.6 Terra, GPT-5.4 e GPT-4.1: tarefas como análises simples e testes fora de produção vão para os modelos mais econômicos, enquanto o GPT-5.6 fica com as tarefas complexas que exigem máxima precisão.

Um exemplo é o ChatFIN, que resume padrões em dados históricos de mercado, ajuda usuários a entender suas carteiras e localiza e vincula documentos legais de dívida, derivativos e leasing.

Por que isso importa

O caso ilustra uma mudança de postura das empresas que adotam IA generativa. "Não estamos tratando a IA simplesmente como uma forma mais rápida de executar cada processo.

Com a OpenAI, podemos começar pelo resultado que queremos, identificar onde o julgamento importa e desenhar a melhor forma de entregá-lo com as capacidades disponíveis", afirma Matt Henry, CEO da Chatham.

A leitura de Mike Noonan, co-chief operating officer da empresa, aponta para o mesmo ponto: "Nossa restrição nunca foi a expertise. São as horas que nossos especialistas gastam até chegar ao ponto em que podem aplicá-la." Com comparações estruturadas, organização de evidências e identificação de exceções, a expectativa é devolver tempo para interpretação, casos difíceis e aconselhamento.

A OpenAI afirma que mais de 1 milhão de empresas já usam suas ferramentas, um indicativo da escala que esse rearranjo de fluxos pode atingir.

Os próximos passos declarados pela Chatham incluem ampliar a validação de operações para produtos adicionais, refinar as aplicações criadas por funcionários e usar o Codex no desenvolvimento de novas capacidades do Onyx.

Fontes e links

Matéria publicada originalmente em OpenAI

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